O menino que deu o lanche
Tinha muita gente com fome e ninguém tinha comida. Só um menino tinha, e era pouquinho.
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Era o fim da tarde e tinha muita gente no monte ouvindo Jesus falar. Muita gente mesmo, mais de cinco mil pessoas.
Todo mundo estava com fome e ninguém tinha trazido comida.
A conta que não fechava
Jesus perguntou aos discípulos onde eles poderiam comprar pão para todo mundo.
Um deles, Filipe, fez a conta e respondeu que nem trabalhando meses eles teriam dinheiro para dar um pedacinho para cada um.
E ele estava certo. A conta não fechava mesmo.
O que um menino tinha
Aí André, outro discípulo, achou uma coisa no meio da multidão.
Tinha um menino ali com cinco pães pequenos e dois peixinhos. O lanche dele.
André contou isso para Jesus e emendou, meio sem graça, que aquilo não ia servir para nada perto de tanta gente.
E o menino deu assim mesmo.
Pensa no tamanho disso. Ele era o único ali com comida. Podia ter comido sozinho e ninguém ia saber.
O que aconteceu
Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, agradeceu a Deus e começou a repartir.
E a comida não acabava.
Todo mundo comeu até ficar satisfeito. Quando terminou, os discípulos recolheram o que tinha sobrado e encheram doze cestos.
Sobrou mais do que tinha no começo.
Uma coisa para guardar
O milagre precisou de duas mãos. A de Jesus, que multiplicou. E a do menino, que entregou.
Se o menino tivesse guardado o lanche dele, ninguém ia culpar ele. Era pouco mesmo.
Mas foi o pouco dele que virou comida para cinco mil pessoas.